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The American Adventure, no parque Epcot

5 indícios de que você não fala inglês

4 de fevereiro de 2017 Alyson Darugna 5 Comentários

De currículos a portfólios, passando por biografias de redes sociais, essa questão de se você fala ou não inglês é algo bastante recorrente.

Fora essas situações mais formais, há também a simples conversa entre amigos, e o tema vem à tona: “você sabe falar inglês?”.

Qual a sua resposta mais frequente?

  • Me viro?
  • Dá pro gasto?
  • Não passo fome lá fora?

Existem alguns indícios de que você na verdade não fala inglês. Em vez de se ofender com os ítens abaixo, veja isso de outra forma, como um motivador para você correr atrás e estudar o idioma mais útil do mundo.

1- Você costuma dizer que inglês é fácil

Sabe quem considera determinado idioma fácil? Quem não o conhece direito.

Idiomas são coisas super complexas.

Quem domina um idioma, ou pelo menos tem boa fluência, sabe o quanto se esforçou para chegar lá.

Sinceramente, idiomas são como exercício físico, você pode até ter feito bastante exercício físico 15 anos atrás, e hoje estar totalmente fora de forma.

Você pode ter estudado inglês 15 anos atrás, pode ter “concluído” o curso, ter diploma, etc etc etc, e pode não falar bulhufas. Ou, o que é mais comum, pode até ser capaz de compor algumas frases, mas na hora de entender a resposta do interlocutor que fala inglês nativo, ai ai ai.

Eu presenciei algo muito parecido com a possibilidade proposta acima. Aconteceu com uma pessoa próxima, que por motivos óbvios não vou nomear.

Fomos ao McDonald’s na Flórida (eu sei, péssima escolha, faz anos), e eu perguntei se ele precisava de ajuda para fazer o pedido, ele disse que não. Eu sugeri que ele fosse na minha frente, já pra ficar de olho no que iria acontecer. Ele estufou o peito e pediu “I want a number one”, que não é uma frase propriamente polida, mas que o atendente entendeu.

O problema veio em seguida, quando o atendente perguntou algo como: “Just the burger, or the meal?”.

Simples, não? Ler é sempre mais fácil. Você sabe que em restaurantes de Fast Food a produtividade conta muito. Eles precisam te atender rapidamente para poderem atender a próxima pessoa na fila. Então eles não vão (nem faria sentido) falar com você pausadamente, de uma forma não natural. Eles vão falar em uma velocidade normal, e por velocidade normal, entenda rapidamente.

Da próxima vez que você tiver a tentação de dizer que inglês é um idioma fácil, faça uma reflexão interna e, com sinceridade, pergunte a si mesmo: “Eu sou fluente mesmo? Daqueles que falam e todos entendem, e que entende sempre que falam comigo?”.

Detalhe, o mesmo princípio vale para quando você ouvir alguém falando isso. Sabe o que eu penso quando escuto alguém dizendo que o inglês é um idioma fácil? No mesmo momento eu confirmo que essa pessoa não sabe falar inglês.

2- Você costuma dizer que se vira

Essa afirmação pode, na verdade, significar 2 coisas completamente diferentes.

Uma possibilidade é que você seja extremamente humilde, e não goste de revelar suas habilidades secretas e incrível fluência no idioma inglês.

A outra, muito mais comum, é que simplesmente não saiba falar inglês, mas tem vergonha de revelar tal embaraçante situação.

Pra tudo existe uma solução. Se você for do raro grupo dos extremamente humildes, que diz que se vira mas na verdade domina o idioma, minha sugestão é: troque de estratégia para não ser confundido com 90% das pessoas. Revele suas habilidades secretas. Acredite, dá pra fazer isso com humildade.

Para o grupo que não fala, mas que não consegue lidar com o fato, a solução é muito simples: estude todos os dias, 7 dias por semana, pelos próximos 15 anos. Parece exagero? Não é, principalmente quando se fala em domínio de um idioma, qualquer que seja ele.

Eu estudo inglês 365 dias por ano há mais de 15 anos, e posso lhe assegurar que preciso melhorar bastante, apesar de ter ótima fluência.

Alerta, quando aquele amigo ou conhecido disser que se vira em inglês, talvez ele não passe muito do “I want a number one”.

Existe algo no meio desses dois extremos, ou seja, existem pessoas que falam o suficiente para poderem se virar, apesar de não terem alcançado fluência? Com certeza. Mas eles não são a maioria.

3- Você diz autiléti, mesmo quando está nos Estados Unidos

Essa aqui trata de um tema complexo, a pronúncia.

Muita gente tem uma levada relaxada demais quanto à pronúncia. Isso acarreta em inúmeros problemas.

Os mais importantes são:

  1. Ninguém vai entender o que você quis dizer.
  2. Você não vai entender ninguém, pois quem pronuncia mal, entende mal.

Vamos aprofundar.

Quando você pronuncia as palavras do idioma inglês de qualquer forma (ou como você gostaria que elas fossem), os nativos da língua inglesa terão uma dificuldade maior de entender o que você quis dizer.

Com o risco iminente de que eles não consigam entender nada. Isso acontece pois autiléti não quer dizer nada pra eles, assim como várias outras palavras que nós, brasileiros, temos um jeitinho próprio de pronunciar.

Não adianta querermos que a palavra soe de tal forma. O que importa mesmo é como a palavra é pronunciada por lá. Quanto mais próximo da pronúncia nativa você chegar, melhor os nativos lhe entenderão.

Parece até irrelevante dizer isso, mas não é. Sua pronúncia é importante.

A outra questão é que, quem pronuncia mal, entende mal. Simples assim.

Sabe por que?

Quando os nativos pronunciarem as palavras da forma correta, você pode não entender, pela simples razão de estar esperando outra forma de pronúncia, a sua.

4- Você não veste a casaca cultural

Em 2012 estávamos eu, a Paty, meu pai, e minha mãe viajando pela Europa. Alguns países, várias paradas.

Uma das paradas mais marcantes foi a de Heidelberg, Alemanha.

Fomos visitar um casal de amigos que estavam por lá, ela estudando por longo período (mestrado ou doutorado), ele fazendo um curso de alemão de curta duração.

Eles nos convidaram para visitar com eles a “beira-rio” de lá.

Neckarwiese, a agitada cena jovem às margens do Rio Neckar, ao fundo vê-se a fumaça do Grill Alemão

Neckarwiese, a agitada cena jovem às margens do Rio Neckar, ao fundo vê-se a fumaça do Grill Alemão

As margens do rio Neckar (Neckarwiese), pois aos sábados rola por lá um encontrinho da população universitária, com direito ao “churrasquinho alemão”, chamado por lá de Grill.

Um dos amigos deles veio conversar com a gente em inglês, foi quando meu amigo informou a ele que eu falava italiano. Depois de um bate-papo breve em italiano, eu perguntei a ele como ele falava tão bem um idioma não-nativo, e ele me disse a frase que me marcou pra sempre. Foi mais ou menos assim:

“Quando você estuda um idioma, é importante aprender muito mais do que gramática, vocabulário, e pronúncia, você precisa vestir a casaca cultural.”

WOW

Eu trago o impacto daquela frase até hoje, anos depois.

Ele depois explicou que a casaca cultural seria o pacote completo: expressões faciais, ênfase, gesticulação apropriada, e muito mais. Tudo isso somado ao básico: vocabulário, gramática, e pronúncia.

Falar um idioma é muito mais do que conseguir formar algumas frases, significa entrar no espírito do idioma ou, como nosso amigo alemão havia dito, vestir a casaca cultural.

5- Você diz que já “tem” o seu inglês

Quando ouço essa frase acontecem duas coisas dentro de mim.

A primeira é uma dor forte no coração.

Sendo um amante de idiomas que sou, acho ofensivo tratar um idioma como um produto, que você pode comprar depois de 3 anos de curso, no formato de um diploma sem utilidade.

A outra coisa que acontece internamente em mim pode ser simplificado assim: “Ah, tá”.

Vou explicar melhor o segundo ponto.

Ah, tá. Então você acredita mesmo que ao fazer 3 anos de curso e receber o diploma, você passa automaticamente a falar inglês?

Na, na, ni, na, não.

Saber inglês, ou qualquer outro idioma, requer uma combinação de esforço, aptidão, e amor.

Todos os 3 itens são importantes, mas sem o terceiro (amor), você jamais vai empregar o primeiro (esforço).

Eu realmente acredito que para evoluir em idiomas, você precisa estudar todos os dias.

Every.
Single.
Day.

7/semana, 365/ano.

Sem isso você vai até poder dar uma enrolada, mas levar uma conversa aprofundada, de forma nenhuma.

Mas o que significa estudar todos os dias?

Esse é o ponto. Estudar todos os dias não significa ler seu livro de gramática diariamente. Mas sim estar exposto ao idioma todos os dias, estudar assuntos do seu interesse no idioma, e não estudar somente o idioma.

Por exemplo, digamos que você adore aeromodelos, e decidiu estudar o tema mais a fundo. Se você gosta da língua inglesa, e pretende evoluir nela, por que não estudar o tema aeromodelos em inglês?

Concentre todo o seu estudo deste hobby em leituras de materiais em inglês, assista vídeos e ouça Podcasts neste idioma.

Estudar pode ser prazeroso quando você associa as duas coisas desta forma.

Você pode fazer isso e turbinar o seu inglês. Nunca espere para ter um nível altíssimo para começar a estudar outros temas em inglês. Você descobrirá muito em termos de construção frasal, vocabulário, pronúncia ao utilizar esta estratégia. Comece já!

Leia também: Frases básicas em Inglês para uso em Aeroportos

Considerações Finais

E aí? Qual é a sua conclusão? Você sabe falar inglês?

Enquanto a resposta para a pergunta acima pode ser importante, o mais importante mesmo é o que você quer. Sabendo que você pode evoluir na língua inglesa um pouco por dia, todos os dias, é só definir onde você quer chegar, e para lá se direcionar.

Sobre Alyson Darugna

Alyson Regis Darugna é formado em Comunicação Social, casado, pai da bela Martina, cidadão brasileiro e italiano. Vive em Blumenau, Santa Catarina. Ama viajar e possui um interesse ainda maior pelo norte da Itália, pela Flórida em geral e pela Disney em particular. Fluente em Inglês e Italiano, possui também interesse pela língua Alemã. Tem como grandes hobbies a leitura, ficar por dentro de novas tecnologias, e, acima de tudo, viajar.

Comentários

  1. Laercio Camara diz

    27 de março de 2017 em 12:50

    Boa tarde!!!!!
    Sou da cidade de Piracicaba interior de São Paulo, fiquei curioso que vc tem o mesmo sobrenome de uma amiga. Ela se chama Zita mora em Blumenau, conheço ela há mais de 20 anos. Vc tem algum parentesco com ela?

    Responder
    • Alyson Regis Darugna diz

      6 de julho de 2020 em 14:56

      Olá! Que legal! Sim, ela é minha tia. 🙂

      Responder
  2. Vinícius diz

    6 de fevereiro de 2017 em 13:41

    Bom artigo! Apesar de que eu gostaria de defender o fato de que, mesmo sendo fluente, pode-se dizer que o inglês ou alguma outra língua seja fácil. Eu sou fluente em quatro línguas estrangeiras e as uso frequentemente em conversas. Mas digo que as línguas são fáceis, pois pra mim elas são. Isso não deveria soar esnobe, desinformado nem desrespeitoso com o aprendizado de idiomas em geral. Sabe-se que idiomas são amplos e seus estudos nunca acabam, mas eles fazem parte das natureza humana. O ser humano sempre buscou a comunicação desde os primórdios. E aprender outro(s) idioma(s) pode ser apenas um passo evolutivo ao mundo globalizado, se pensarmos bem… Não é um caminho de rosas, mas também não é extremamente difícil que não possa ser fácil, prazeroso e aproveitável!
    Você ainda deu dicas de praticar sempre e fazer o que gosta com idiomas e na internet isso se torna muito mais fácil. Se você isolar as variáveis e aplicar um contato com o idioma e comunicação nos primeiros meses, tudo se torna mais fácil. A oportunidade está aí e disponível a muitos. Eu fiz isso há alguns anos e valeu muito a pena. Hoje consigo usar meus idiomas para fins acadêmicos e pessoais e isso me ajuda a ver a vida diferentemente. Mas mesmo assim digo que é fácil…
    Pense nisso!

    PS: aqui não busco causar desacordos ou desavenças, não busco nada além de uma discussão produtiva e saudável!

    Obrigado!

    Responder
    • Jo diz

      30 de junho de 2018 em 13:15

      Pra você é fácil porque você está acima da média, essa é a verdade, não é engrandecimento de ego. Conheço pessoas que travam na hora de falar, esse é o maior problema dos que pensam que falam.

      Responder
      • Alyson Darugna diz

        30 de junho de 2018 em 19:38

        ???

        Responder

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